Amor de duas estações
No outono você chega
No inverno sou eu...
Que parto!
Para esperar em mil portas
Um novo outono
Que já me faço
Verso para ninguém
Coisas que chegam
Em quanto?
Encanto!
Enquanto...
Eu espero alguém
Qual o tempo de um amor que se vai?
O instante da desilusão.
Quelle vitesse!
Inspiração francesa
Nenhuma presença substitui
O prazer das lembranças
Que chegam sem advertir
Poesia vivida
No prosaico da vida
Obviedade
A matemática do amor?
Não!
Nunca é exata
Dois pode fazer: um
Um pode ser: dois
Dois pode ver: nada
Um pode ter: muito
Ausência presente
Se não falta
O que me falta?
Se me falta
É um constrangimento lacerante d’alma
Será isso o amor?
Incompletude irremediável?
Ou seria o amor uma auto-nomia?
Que por mero capricho brinca de se alojar?
Nesta ou n’aquel’alma?
Fortuito, longínquo, eterno
Eis as temporalidades que o amor ocupa
Em nossos espaços vazios
Humanidade
Ah, e essa humanidade que me mata sempre e amiúde
Por vezes desejo profundamente maculá-la
Com um breve momento de egoísmo
Momento
E o nosso momento se fez assim.
Um caleidoscópio...
Fugaz,
De beleza rara e existência breve
Envolto em cores,
Flores,
Suspiros,
Odores,
Teus,
Meus,
Boniteza intensa e leve
Perdida no tempo já vivido
Eternizada na memória
terça-feira, 19 de maio de 2009
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